Por: José A. Nogueira
Deus não é o autor do mal que corrompeu a ordem mundial. Essa responsabilidade recai sobre o pecado do homem na narrativa do Édem, jardim de Deus.
Criado por Satanás e estendido à humanidade através de Adão e Eva, o pecado original afetou a existência de forma cosmológica, gerando um profundo desequilíbrio na criação.
Diante do sofrimento, é uma reação humana e natural, questionar a Deus ou revoltar-se quando as expectativas falham, quando as nossas orações não são respondidas ou quando tudo sai fora do controle. No entanto, Deus sustenta um plano soberano para estabelecer Seu juízo e restaurar a justiça na Terra. Esse propósito converge em Jesus Cristo, a face divina que reinará definitivamente. Assim como o pecado alcançou dimensões universais (Romanos 5:12), a graça manifesta em Cristo, é igualmente abrangente (Romanos 5:15-16), podendo fazer cessar o mal sobre a terra.
A questão não é por que Deus não interfere sobre o mal no mundo, mas quando Ele irá intervir e trazer de volta o equilíbrio na terra. Ele irá se posicionar. Irá se posicionar em tempo oportuno. Nossa visão limitada, não consegue pensar de maneira adequada sobre Deus que é ilimitado. Nossa visão reduzida, não pode compreender o plano e os propósitos de quem é transcendente à nós, Deus.
A restauração plena da ordem ocorrerá na consumação dos tempos, um evento que se aproxima. A fé genuína e a esperança em um tempo novo são dons divinos que ninguém pode nos subtrair. Embora a insegurança e o medo sejam inerentes à nossa fragilidade humana, devemos crer que Deus, por meio de Seu Filho, restaurará todas as coisas e fará prevalecer o bem sobre a terra (Daniel 9:24).