Por: José A. Nogueira
Antes de rotular o idoso, busque compreende-lo ao inves de rotula-lo. Ele possui uma identidade tal qual a nossa e que precisa ser considerada.
Vejo em certos programas sociais, o idoso sendo compelido a dançar ou pintar o rosto, por exemplo, contrariando a sua própria vontade em atividades que descaracterizam sua essência e sua personalidade.
Cada idoso carrega suas nuances. Em alguns, a irritabilidade é o reflexo de uma vida de privações e trabalho árduo. Em outros, a serenidade floresceu de contextos culturais complexos, enquanto alguns, mantêm a franqueza no falar. Muitos deles, personificam a paciência e a sabedoria, demonstrando um domínio admirável no trato com as gerações mais jovens.
O idoso é, acima de tudo, sujeito de sua própria história. Ele exige respeito à sua singularidade. É sujeito único que precisa ser reconhecido e admirado. Ele carrega em si, algumas décadas de muita experiência e trato com a realidade. Uma escola em potencial. Um individuo. Enfim, o proprietário e dono da própria identidade.